Orientações e dicas

13/10/2016

Os avanços da cirurgia vascular

Os avanços da cirurgia vascular

A medicina tem evoluído significativamente nas diversas áreas em que atua. Como exemplo, estão os avanços da cirurgia vascular. Isso permitiu mudar a evolução das doenças, que era, muitas vezes, desastrosa pelas contínuas complicações que colocavam em risco a vida das pessoas. Os novos procedimentos, menos invasivos, alteraram de forma positiva essa realidade, beneficiando boa parte da população mundial.

Os maiores avanços da área vascular estão relacionados ao tratamento das varizes. Há algum tempo, era possível removê-las somente com cirurgia. Atualmente, há diferentes formas de tratá-las, menos invasivas. Cada método apresenta desvantagens e benefícios, e não são todas as pessoas que podem ser submetidas a eles. Mesmo assim, uma grande parcela da população que possui veias doentes pode usufruir das alternativas disponíveis.

Diferenças nos tratamentos geradas pelos avanços da cirurgia vascular

A cirurgia convencional da safena exige que o paciente permaneça de 15 a 30 dias de repouso, em média. O tratamento a laser reduz esse tempo para menos de uma semana e utiliza o calor para eliminar as varizes, enquanto na cirurgia, a veia é extraída por meio de incisões feitas no tornozelo e próximo à virilha.

Entre as técnicas que têm se mostrado eficazes no tratamento das varizes estão a escleroterapia de varizes com espuma densa, guiada por ultrassom, a crioescleroterapia e o laser, para citar algumas. Muitas delas são realizadas a partir de pequenos cortes na pele e resultam em menor trauma cirúrgico, menos inchaço e, consequentemente, em uma recuperação mais rápida. A seguir, descrevemos melhor cada um desses novos métodos:

Escleroterapia de varizes com espuma densa, guiada por ultrassom

A escleroterapia de varizes com espuma densa, guiada por ultrassom, é recomendada para tratar as varizes de aspecto mais grosso e que só podiam ser extinguidas a partir da realização de uma cirurgia convencional.

O uso da espuma mudou essa realidade. Agora, as veias dilatadas, que perderam sua função por não conseguirem mais controlar o fluxo sanguíneo durante o seu retorno para o coração, são eliminadas de uma forma mais vantajosa para o paciente.

Para começar, não há a necessidade de realizar incisões na pele, como na cirurgia. Os únicos instrumentos necessários para remover as varizes são o aparelho de ultrassom, necessário para identificar o local exato de cada veia que tem de ser tratada, e uma seringa para a aplicação da espuma.

Uma vez dentro da veia, a espuma, que é um detergente, irrita a parede do vaso e provoca uma inflamação. A veia, impossibilitada de receber o fluxo sanguíneo, seca no decorrer do tempo.

Um cuidado que o cirurgião vascular tem é o de não fazer todas as aplicações da espuma densa, guiada por ultrassom, de uma só vez. O tratamento é dividido em sessões para proteger o organismo de possíveis complicações.

Crioescleroterapia

A crioescletorepia é um tratamento indicado para os casos em que a dilatação das veias é menor, ou seja, quando há a formação dos chamados vasinhos. Também é feito na forma de injeção, mas o medicamento utilizado é resfriado a uma temperatura de 40 graus negativos, e injetado nessas condições na veia do paciente.

O uso do medicamento, ainda quando ele está sob os efeitos da temperatura negativa, faz com que o paciente sinta menos dor durante a aplicação.

Assim como no caso da escleroterapia com espuma densa, guiada por ultrassom, o tratamento com crioescleroterapia também é feito em sessões. A quantidade de vezes que o paciente precisa retornar ao consultório do cirurgião vascular para realizá-lo é determinado pelo médico, mas pode variar ao longo do tempo.

Laser

O laser é usado no tratamento das varizes para aquecer o sangue e contrair a veia dilatada, até torná-la inviável, fazendo-a desaparer, consequentemente.

O tratamento a laser é muito utilizado para eliminar as telangiectasias e as varizes de calibre baixo. Apesar de ser uma alternativa à cirurgia, também pode gerar desconforto. O paciente pode sentir dor, mas há como minimizá-la a partir do uso de parâmetros menores para o laser ou da associação do tratamento com a crioterapia.

O uso do laser e da escleroterapia é recomendado pelo cirurgião vascular em alguns casos. Em outros, pode ser melhor para a saúde do paciente que seja feito somente a escleroterapia, pois, para pessoas com vitiligo ou que usam medicações fotossensibilizantes, por exemplo, não é recomendado tratar as varizes com laser.

As mudanças provocadas pelos avanços da cirurgia vascular têm se tornado cada vez mais conhecidas, principalmente em função dos resultados observados. A tecnologia de última geração utilizada nos equipamentos de diagnóstico das varizes também contribuem com o modo atual de tratar a doença. São tão detalhistas e específicos que, dependendo do caso, o médico pode considerar, até mesmo, dispensar exames mais invasivos para confirmar o diagnóstico.

Exame mais usado no diagnóstico das varizes

Em muitos casos, as varizes são diagnosticadas, simplesmente, pela observação clínica. Somente em determinadas situações o cirurgião vascular pode recomendar que seja feito um eco color doppler, um dos exames mais requisitados para a confirmação da existência de varizes.

Na realização do exame, o cirurgião vascular consegue observar as veias que estão doentes e sofrendo com o refluxo do sangue. Também consegue identificar tromboses venosas e analisar a hemodinâmica do sangue, saber a velocidade com que ele corre nos vasos e qual é o tipo de fluxo. Geralmente, somente com o eco color doppler o especialista já consegue concluir o diagnóstico, sem que seja preciso recorrer a outro método para detectar as varizes.

O que torna possível a visualização das veias são as ondas sonoras que se convertem em imagem, pois o eco color doppler é, basicamente, um exame de ultrassonografia. O correto é que o paciente não sinta dor durante o exame, nem sofra qualquer outro tipo de dano quando é preciso repeti-lo. Ele é feito sem a necessidade de punções, injeções ou uso de contraste. Justamente por isso e pela forma como é realizado, é considerado não invasivo.

A realização do eco color doppler dispensa, ainda, qualquer tipo de preparo antes de ser realizado, salvo os casos que são feitos no abdome, que precisam de um preparo simples. Ou seja, não é necessário fazer jejum, usar qualquer medicação antes de ele ser feito, ou mesmo no momento em que o paciente for se submeter ao procedimento.

A partir do resultado do eco color doppler, o cirurgião vascular consegue planejar com precisão quais veias necessitam ser tratadas.

Os resultados do exame podem não ser os esperados quando há alguma limitação. Por exemplo, há dificuldade em obter uma imagem clara de indivíduos que são obesos. A falta de aparelhos que sejam adequados e de um médico qualificado para executar e interpretar as informações coletadas são outros entraves que podem prejudicar a qualidade do eco color doppler. Não há como realizá-lo ou acessar informações confiáveis se o médico não detiver o conhecimento necessário da anatomia e da fisiologia do sistema vascular.

Antes da existência dos exames de imagem, a única maneira de diagnosticar as varizes era pela observação clínica e pelo relato dos pacientes, que reclamavam de dor, inchaço, sensação de cansaço e formigamento. A partir do surgimento do ultrassom, a detecção das veias dilatadas ganhou um reforço que, de tempos em tempos, é aperfeiçoado, para benefício dos pacientes. O desenvolvimento dos novos métodos aumentam a segurança e a confiança em novos tratamentos, também.

Avanços científicos da cirurgia vascular

Os avanços científicos da cirurgia vascular também precisam ser lembrados. São eles que tornaram (e ainda tornam) possível a implementação de tratamentos modernos que proporcionam mais qualidade de vida para a população.

Interessada na prevenção, no diagnóstico e no tratamento das doenças que afetam os vasos sanguíneos, a especialidade vem, recorrentemente, desde a década de 1960, de acordo com o artigo “O futuro da cirurgia vascular num mundo em rápida transformação”, vivendo uma expansão das técnicas terapêuticas minimamente invasivas.

Os esforços permitiram que se reduzisse, e muito, o carácter invasivo das intervenções cirúrgicas, como no caso da cirurgia para varizes. Além disso, democratizaram o acesso aos tratamentos, que se tornaram mais simples de serem executados.

O aprimoramento constante da cirurgia vascular e o esforço em diversificar as possibilidades de atuação dos médicos da área, motivam a busca por mais inovações. Também trazem ao foco a necessidade de maior investimento e qualificação  na área, para a realização de tratamentos preventivos capazes de melhorar a qualidade de vida dos pacientes.

Há quem acredite que a cirurgia vascular está na vanguarda da ciência devido ao conhecimento que detém sobre a circulação sanguínea. A especialidade atua sobre inúmeras patologias, cada uma com indicações próprias de tratamento.

Os tratamentos modernos têm se demonstrado eficazes quando recomendados adequadamente. Alguns progressos contribuíram para o desenvolvimento de novas medicações e procedimentos que têm sido recomendados como uma alternativa segura.

Um dos mais citados atualmente, na área da cirurgia vascular, é uma técnica desenvolvida pelo médico argentino Juan Carlos Parodi, considerado um dos pioneiros em cirurgia endovascular no mundo. O método criado por ele permite tratar aneurismas de aorta abdominal a partir da implantação de uma endoprótese por via endovascular, ou seja, pelo interior dos vasos sanguíneos.

Até pouco tempo, aneurismas da aorta só podiam ser tratados realizando-se uma cirurgia aberta ou convencional. Novas ideias, como a de Parodi, surgem estimuladas por outro fator: o envelhecimento da população.

As pessoas estão com a expectativa de vida mais alta e, junto com a idade avançada, aparecem diversos problemas de saúde. O crescente aumento do número de pessoas que demandam por procedimentos vasculares é o que propulsiona o aprimoramento da cirurgia vascular. A medicina, especialmente a que atua nas questões vasculares, tem buscado se antecipar para já saber como lidar com as situações, antes mesmo de elas despontarem.

O resultado do que tem sido realizado pode ser observado na taxa de mortalidade, que diminuiu proporcionalmente à implementação dos avanços da cirurgia vascular. A cada técnica que se descobre para tornar os tratamentos mais eficientes, quem mais ganha é o paciente.

Todo o cuidado, é pouco!

Apesar de as doenças relacionadas atingirem mais os idosos, os jovens também correm sérios riscos de saúde, ainda mais quando:

São fumantes

Fumar é prejudicial para quem tem varizes. A chance de quem fuma desenvolver doenças vasculares também é maior.

A ação das substâncias do cigarro nas veias é percebida a partir dos danos que sofrem as paredes dos vasos e pela diminuição da quantidade de colágeno na pele. Isso tudo favorece, ainda mais, o aparecimento de varizes.

Por estas razões, e vários outros motivos, os médicos recomendam às pessoas que têm  o hábito de fumar para abandoná-lo. A pessoa que deixa de ser fumante beneficia, e muito, a própria saúde. Para começar, há melhora na pressão sanguínea. A pulsação volta ao normal, assim como o nível de oxigênio do organismo. Mas o maior benefício de todos é que, a cada dia sem fumar, há redução no risco de a saúde ser prejudicada por alguma doença.

São sedentários

A prática de esportes ajuda a prevenir as varizes. O oposto (permanecer muito tempo na mesma posição, seja em pé ou sentado) facilita o desenvolvimento das veias dilatadas.

A falta de atividade física provoca outra condição que favorece o surgimento de varizes: a obesidade. O peso elevado faz com que as veias tenham de trabalhar sob pressão, e isso é prejudicial aos vasos.

Parte do problema pode ser minimizado com algumas caminhadas diárias, um passeio de bicicleta, uma corrida na rua, hidroginástica ou pilates. O cirurgião vascular pode orientar a respeito de qual atividade é melhor praticar para evitar que as varizes se agravem.

Consomem muita gordura

A gordura nunca deve ser retirada totalmente da dieta, pois o corpo precisa dela para ter energia. O importante é consumi-la de forma moderada. Isso evita não só que a saúde vascular seja comprometida pelo excesso de peso, como também contribui para que outras doenças se mantenham à distância, por exemplo, o câncer.

Mesmo que alguns alimentos gordurosos sejam substituídos por frutas, é preciso cuidar. Algumas frutas são muito gordurosas. O abacate e o coco estão nesta lista.

Na dúvida, uma saída é consumir nozes e castanhas, cujas gorduras são benéficas ao organismo. Mas elas também têm de ser ingeridas com moderação.

Os avanços da cirurgia vascular, e da medicina, globalmente, têm o propósito de trazer à pessoa que está doente um tratamento que lhe ofereça os menores riscos com os maiores benefícios possíveis. Todos eles têm o objetivo de melhorar a qualidade de vida dos pacientes.

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