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28/10/2018

Sinais de alerta para o Acidente Vascular Cerebral

Sinais de alerta para o Acidente Vascular Cerebral

O Acidente Vascular Cerebral (AVC) está entre as maiores causas de falecimento de todo o mundo, de acordo com o Ministério da Saúde. Dados da Sociedade Brasileira de Doenças Cerebrovasculares (SBDCV) indicam que o AVC está acometendo cada vez mais pacientes antes dos 55 anos. Por isso, é imprescindível reconhecer seus sinais de alerta para combater os fatores de risco. Saiba como, neste artigo!

Estudos da Organização Mundial de AVC (World Stroke Organization) sugerem que ao longo da vida, uma em cada seis pessoas poderão manifestar um quadro de acidente vascular cerebral. Embora os números sejam alarmantes, é possível diminuir drasticamente as chances de passar por um AVC. Conhecer os fatores de risco e controlá-los, por exemplo, pode ser uma atitude muito positiva para prevenir um acidente vascular cerebral.

O que é Acidente Vascular Cerebral (AVC)?

O AVC é caracterizado por um déficit neurológico súbito, decorrente de algum dano nos vasos sanguíneos do Sistema Nervoso Central. O AVC pode acontecer por duas causas distintas, as quais chamamos de AVC isquêmico e AVC hemorrágico.

AVC isquêmico

O AVC isquêmico se dá por uma obstrução ou pela baixa brusca do fluxo sanguíneo em uma artéria do cérebro. Isso acaba prejudicando a circulação no território vascular e levando à manifestação do AVC.

Segundo o Ministério da Saúde, o AVC isquêmico é o tipo mais frequente de acidente vascular cerebral, correspondendo a 85% dos casos.

AVC hemorrágico

Já o AVC hemorrágico é originado por uma ruptura espontânea, mas não traumática, de determinado vaso sanguíneo. Assim sendo, haverá um extravasamento de sangue (hemorragia) para o interior do cérebro e para o sistema ventricular e/ou espaço subaracnóideo, dando origem a esse tipo de AVC.

Sinais de alerta do AVC

Pode-se dizer que o AVC é uma doença tempo-dependente, o que significa que quanto mais rápido for o atendimento, menor as chances de desenvolver sequelas. Por isso, é tão importante procurar ajuda imediata, logo ao perceber alguns sinais de alerta importantes. Esteja atento caso note as seguintes manifestações:

  • formigamento e fraqueza na face, braço ou perna, principalmente se acometer um lado específico do corpo;
  • dor de cabeça forte e súbita, sem causa aparente;
  • tontura e alteração para caminhar;
  • perda do equilíbrio e coordenação motora repentina;
  • alteração na visão em apenas um dos olhos ou em ambos.

É importante orientar que a característica mais importante sobre os sinais de alerta de um AVC é o início súbito dos sintomas descritos. Por isso, caso haja alguma identificação aos sinais, procure ajuda imediata.

Caso seja possível, é importante que o paciente observe o momento em que os primeiros sintomas se fizeram presentes.

Como é feito o diagnóstico?

A confirmação de um AVC poderá começar pela percepção do próprio paciente, em relação aos sinais de alerta. Assim sendo, ao notar os sintomas, o indivíduo deve procurar ajuda imediata, a fim de evitar complicações e sequelas.

Para um diagnóstico preciso, a tomografia computadorizada do crânio poderá avaliar os sinais precoces de isquemia, prevendo um AVC isquêmico agudo.

Quais os fatores que podem desencadear um AVC?

De acordo com a Academia Brasileira de Neurologia (ABN), cerca de 90% dos casos de AVC estão ligados à fatores que poderiam ser controlados, amenizando os riscos.

Por isso, é fundamental conhecer os fatores que podem desencadear o AVC e evitar os hábitos prejudiciais o máximo possível para prevenir seu surgimento.

Histórico de doença vascular prévia

Caso o indivíduo já tenha passado por um AVC ou tenha chegado bem próximo a uma ameaça do problema, as chances de manifestar o quadro aumentam consideravelmente. Além disso, as probabilidades para o AVC também aumentam quando o paciente apresenta histórico de infarto no coração.

A doença vascular obstrutiva periférica, que se dá pela diminuição do fluxo sanguíneo, em decorrência do estreitamento das artérias que alimentam os membros inferiores, também indica um fator de risco para o AVC.

Idade e sexo

Homens e pessoas negras possuem maior tendência para desenvolver o AVC. A medida e que a idade avança, as chances de passar por um acidente vascular cerebral também aumentam.

Tabagismo

O ato de fumar está diretamente relacionado ao risco de desenvolver um AVC. Isso acontece em consequência das substâncias químicas da fumaça do cigarro, que percorrem dos pulmões até a corrente sanguínea e circulam por todo organismo. Dessa maneira, esse processo afeta as células e prejudica o sistema circulatório, o que favorece o surgimento de um quadro de AVC.

Diabetes

diabetes, causada pela deficiência ou resistência de insulina, deve ser um alerta para as chances de desenvolver um AVC. Entretanto, o controle eficaz da diabetes, mantendo o nível de glicose no sangue normal, pode diminuir a incidência de problemas circulatórios.

Da mesma forma, os diabéticos também precisam dispor de uma atenção maior para os níveis de pressão arterial.

Doenças cardíacas

As doenças no coração aumentam o risco de AVC, principalmente as arritmias, que correspondem aos batimentos cardíacos desorientados. A fibrilação atrial, por exemplo, facilita a formação de coágulos dentro do coração, que pela circulação sanguínea, pode alcançar os vasos do cérebro, diminuindo o fluxo do sangue e desencadeando um AVC.

O infarto, Doença de Chagas e doença nas válvulas também estão associadas aos riscos de desenvolver o AVC.

Hipertensão arterial

A pressão alta também está entre os fatores de risco para o AVC. Isso porque, quando a pressão encontra-se elevada, os vasos sanguíneos do cérebro acabam sendo lesionados, o que pode acarretar em um acidente vascular cerebral.

Assim sendo, é indispensável o controle da pressão arterial, mesmo que esta não esteja em uma situação alarmante.

Sedentarismo

A falta de exercícios físicos contribui para a incidência de fatores de risco do AVC, como o aumento de peso, diabetes e hipertensão. Por isso, praticar exercícios físicos pode ser uma ótima maneira de se prevenir de um acidente vascular cerebral.

Excesso de colesterol

O colesterol alto presente na corrente sanguínea provoca a formação de placas nas paredes das artérias, o que chamamos de aterosclerose. Isso é capaz de estreitar as artérias e reduzir o fluxo sanguíneo, o que aumenta as chances de um quadro de AVC. Inclusive, de acordo com o Ministério da Saúde, a maioria dos casos de AVCs são decorrentes da aterosclerose de pequenas e grandes artérias cerebrais.

Para o controle do colesterol, uma alimentação saudável e a prática de atividades físicas podem surtir o efeito necessário, mediante orientação médica. Assim, previne-se também a obesidade, que também está relacionada aos outros fatores de risco já mencionados, como diabetes, hipertensão e o excesso de gordura no sangue.

Uso de anticoncepcional

Fazer uso de pílula anticoncepcional, principalmente as mulheres fumantes, hipertensas e com crises de enxaqueca pode ser um agravante para o desenvolvimento de um AVC.

É possível evitar um AVC?

Conforme já orientado, para prevenir um AVC, é importante controlar os fatores de risco mencionados. Dessa maneira, as chances diminuem e o indivíduo pode levar uma vida mais saudável em vários outros sentidos.

No entanto, é fundamental fazer o acompanhamento com um profissional de confiança, que irá indicar o melhor tratamento a ser feito, assim como fará a orientação da periodicidade das consultas.

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