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Por: Publicado em 17/06/2019

Causas da trombose e a sua relação com os hormônios

Causas da trombose e a sua relação com os hormônios

Durante o dia, passamos a maior parte do tempo sentados no trabalho, certo? Quando chegamos em casa, também costumamos passar horas sentados ou deitados na mesma posição. Apesar de ser comum em nosso dia a dia, esse hábito é extremamente prejudicial à saúde e tem relação direta com as causas da trombose, uma doença potencialmente grave e que pode trazer complicações ao paciente. 

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Segundo a Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular, cerca de 180 mil pessoas desenvolvem trombose venosa profunda a cada ano no país. Esse dado liga o alerta para que a população adote hábitos de vida saudáveis para evitar o problema, que em casos mais graves pode levar ao falecimento do paciente.

O que é Trombose Venosa Profunda?

A Trombose Venosa Profunda (TVP) ocorre quando há formação de um coágulo sanguíneo que impede o fluxo de sangue em uma ou mais veias grandes dos membros inferiores, especialmente na panturrilha. Sem a circulação sanguínea adequada, a região é fortemente afetada, provocando alterações em toda o quadro de saúde do paciente.

O desprendimento do coágulo, por exemplo, pode deslocar-se até o pulmão por meio da corrente sanguínea, causando embolia pulmonar, e a longo prazo pode provocar insuficiência venosa. Em ambos os casos, a doença pode levar ao falecimento do paciente. 

Quais são as causas da trombose?

As causas da trombose são variadas e precisam ser investigadas para que o paciente possa receber o tratamento adequado. Dentre as principais, podemos citar:

Reposição hormonal

Segundo um estudo da Universidade de Nottinghan,Inglaterra, a reposição hormonal oral aumenta em até 58% o risco de mulheres desenvolverem a doença. Isso porque quando o estrogênio passa pelo fígado, gera substâncias que aumentam as chances de  coagulação do sangue, favorecendo o aparecimento da trombose.

Normalmente, a reposição hormonal é indicada para mulheres que já entraram na menopausa, ou seja, por volta dos 50 anos. Nessa idade, o risco de desenvolver trombose é ainda maior, pois, apesar de poder acometer pacientes de todas as idades, pessoas nessa faixa etária são mais propensas a desenvolver a doença. 

Imobilidade

Como citamos no início do artigo, passar muito tempo em uma mesma posição pode aumentar os riscos de trombose. Quando estamos sentados, nossa circulação sanguínea é prejudicada, favorecendo a criação de coágulos. Para se ter uma ideia, após longas viagens de ônibus ou avião, o paciente já pode apresentar formação de trombos.

Gravidez

A gravidez aumenta a pressão sobre as veias dos membros inferiores, visto que eles precisam suportar um peso acima do habitual. Além disso, durante o período gestacional ocorre uma série de alterações no sistema de coagulação da mulher, aumentando os riscos de trombose.

Cirurgias

As cirurgias são mais uma das causas da trombose e contribuem para o aparecimento da doença de duas formas: no período de recuperação, em que o paciente passa grande parte do tempo sentado, e no favorecimento de problemas de coagulação sanguínea em decorrência de problemas no pós-operatório. 

Quais os primeiros sintomas?

Para garantir o sucesso do tratamento, é importante que a trombose seja diagnosticada  quanto antes. Para isso, o paciente deve ficar atento aos sintomas iniciais. Eles podem incluir:

  • dor nas pernas;
  • sensação de calor e queimação no local;
  • inchaço, que aumenta gradativamente;
  • veias dilatadas;
  • vermelhidão.

Ao menor sinal do problema, o paciente deve buscar ajuda de um médico vascular, que irá identificar as causas da trombose e indicar o melhor tratamento para cada caso. O método para tratar a doença irá depender da gravidade. Na maioria das vezes pode ser realizado com meias de compressão e medicamentos.  

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