Orientações e dicas

Por: - Cirurgião vascular - CRM/DF 10.711
Publicado em 30/10/2019

Perguntas e respostas sobre o laser transdérmico

Perguntas e respostas sobre o laser transdérmico

A evolução das técnicas medicinais aliada ao avanço da tecnologia na área da saúde permitiram o desenvolvimento de novos tipos de tratamento para o combate das varizes. Se antes os procedimentos cirúrgicos eram a única maneira de solucionar o problema, atualmente métodos não invasivos, como o laser transdérmico, são grandes aliados para amenizar as varizes.

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Considerado uma alternativa às cirurgias e outras técnicas convencionais, o laser transdérmico é um método seguro e muito eficiente para o tratamento de varizes. Apesar disso, ainda é comum que muitos pacientes tenham dúvidas sobre este tipo de procedimento.

Para esclarecer suas dúvidas sobre o laser transdérmico, reunimos as principais perguntas e respostas sobre o método. Acompanhe!

Como o laser funciona no tratamento de varizes?

Com tecnologia específica para o tratamento de varizes, o procedimento consiste na aplicação de uma luz intensa que promove a destruição da veia varicosa por meio da dissipação de calor intenso no local aplicado. Isso ocorre porque o laser aquece o sangue e provoca a contração da veia, resultando na oclusão do vaso problemático.

Quais são os casos indicados para a realização do tratamento?

O laser transdérmico é indicado no tratamento de telangiectasias, que são pequenos vasos avermelhados que surgem na superfície da pele, e veias reticulares, que nada mais são do microvasos dilatados com no máximo 3mm de diâmetro.

O tipo e a potência do laser sempre são definidos de acordo com o calibre, profundidade e coloração das varizes, a fim de obter os melhores resultados. Contudo, o tratamento não é indicado no caso de varizes calibrosas, uma vez que o aquecimento e a contração gerada pela ação do laser não é o suficiente para eliminá-las.

Existe alguma contraindicação?

Sim. Gestantes, pacientes que sofrem com doenças dermatológicas, como o vitiligo, ou fazem uso de medicamentos fotossensibilizantes não devem se submeter ao procedimento. Já pacientes com a pele mais escura podem realizar o tratamento, mas precisam ter um cuidado especial.

Como a quantidade de melanina é maior, a pele acaba absorvendo mais calor, aumentando o risco de queimaduras. Nesses casos, o médico precisa diminuir a intensidade da luz para evitar maiores complicações.

Existe algum tipo de cuidado especial antes e depois da realização?

Antes de passar pelo procedimento, a única recomendação é evitar exposição solar intensa por uma semana. O período pós-operatório é considerado bastante tranquilo e rápido. No mesmo dia, o paciente pode retornar para casa e voltar à sua rotina diária.

No dia seguinte, já é permitido realizar atividades físicas. No entanto, assim como no período pré-operatório, é importante evitar exposição solar intensa por uma semana, já que a pele fica fotossensibilizada.

Existe algum tipo de efeito colateral?

Em alguns casos, o laser transdérmico pode causar vermelhidão, alteração da pigmentação e formação de crostas, mas estes sinais tendem a desaparecer após a primeira semana. Com a aplicação do laser adequado ao tipo de pele, estes efeitos são minimizados, garantindo um resultado satisfatório e maior bem-estar ao paciente.

A importância do acompanhamento médico

O acompanhamento médico com um profissional qualificado é fundamental para garantir o sucesso do tratamento. Somente o angiologista ou cirurgião vascular estão aptos para realizar o diagnóstico, indicar o procedimento mais adequado em cada caso e aplicar o laser transdérmico com segurança e eficácia. Escolher um médico habilitado é uma questão de cuidado e valorização à própria saúde!

Se ainda restou alguma dúvida sobre o laser transdérmico, escreve sua pergunta nos comentários abaixo. Iremos respondê-la o mais rápido possível. E para conferir outros conteúdos como este, continue navegando em nosso blog. Até a próxima!

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Material escrito por:
Cirurgião vascular - CRM/DF 10.711

Formado em medicina pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte, é especialista em Cirurgia Geral e Cirurgia Vascular. O médico é membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular e do Serviço de Cirurgia Vascular do Hospital Regional de Taguatinga (HRT). Dedica-se ao estudo e manutenção de acessos vasculares para tratamentos como hemodiálise e quimioterapia, além do tratamento de varizes e fleboestética (cirurgias, microcirurgias, laser e espuma densa).

 

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